Encarceramento Em Massa – #30diasPorRafaelBraga

Carregando mapa ....

Data / Hora
Date(s) - 20/06/2017
6:00 pm - 9:00 pm

Localização
UNIFESP - Guarulhos

Colabore com a Agenda Preta

Categorias


 

VOCÊ ACHOU QUE A GENTE NÃO IA FALAR DE RACISMO E ENCARCERAMENTO NESSA UNIVERSIDADE?

ENTÃO VOLTE DUAS CASAS, PORQUE VOCÊ ACHOU MUITO ERRADO!

Prepara o capacete porque esse evento vai ser pedrada, aproveita e guarda esse dia na agenda, coloca o celular pra despertar, deixa um recado na geladeira, pede pra todo mundo te lembrar MAS NÃO PERDE A CHANCE DE DISCUTIR essa pauta super importante.

Obs: EVENTO VALE HORAS COMPLEMENTARES OU SEJA JÁ É SUCESSO. GARANTA SEU CERTIFICADO!

PALESTRANTES E INTERVENÇÕES ARTISTICAS:

✊ Warley Noua poeta do Slam do Pegro (movimento de poetas de Guarulhos) abre nosso dia com uma super performance, explicitando o racismo do Estado, mostrando a resistência da cultura marginal.

✊ Allyne Andrade é advogada, é doutoranda e mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Atualmente, é Supervisora de Educação do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e Professora da Escola Técnica de Referência em Administração Pública ETEC Cepam. Tem experiência de docência e pesquisa relacionada às áreas de Direitos Humanos e Direito Público e, em especial, nas áreas de Direito e Políticas Públicas, Direito e Desenvolvimento, Raça e Justiça e Ações Afirmativas. Atua em projetos e iniciativas com foco na promoção, garantia e implementação de direitos humanos. Presta assessoria jurídica a organizações do Terceiro Setor, empresas e órgãos públicos na estruturação e implementação de políticas, programas e projetos de interesse, relatorias, planejamento estratégico, bem como mapeamento e diagnóstico organizacional e social.

✊Bruno Neca é representante do Coletivo Autônomo Herzer , um coletivo anticapitalista e abolicionista penal que nasceu no início de 2016 e luta pelo fim do encarceramento de jovens. Seu surgimento diz respeito a um desdobramento da Rede 2 de Outubro, que participou da organização de atos anuais para relembrar o Massacre do Carandiru e denunciar a continuidade dos massacres diários nas unidades prisionais de adultos e jovens. No decorrer do tempo, diversas pessoas que estavam conectadas com a questão das medidas socioeducativas, seja trabalhando ou pesquisando sobre esse contexto, passaram a participar do coletivo. Isto causou uma mudança de atuação e de pensamento, que decidimos oficializar ao criar o novo coletivo.

Atualmente, o Coletivo Autônomo Herzer direciona suas atividades para a luta contra o encarceramento juvenil no Estado de São Paulo, e atua por meio de debates, conversas, ações diretas e atividades em unidades prisionais, centros de juventude, escolas — em diversas partes da cidade e do Estado.

✊Slam do Prego e Slam Resistência encerram as atividades com muita poesia.

MAS FINAL DE CONTAS, QUEM É RAFAEL BRAGA?

Rafael Braga voltou aos noticiários na última semana, ao ser condenado a 11 anos de prisão sob suspeita de tráfico de drogas e associação ao tráfico – segundo policiais, carregava maconha, cocaína e um rojão.

Rafael é negro, catador de latinhas e oriundo da Vila Cruzeiro, favela localizada no bairro da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Tem um histórico de polêmicas nos últimos quatro anos: tudo começou no dia 20 de junho de 2013, durante as grandes manifestações daquele ano, em que foi preso carregando duas garrafas lacradas de produtos de limpeza, acusado de portar coquetéis molotov.

O próprio laudo confirmou o fato de os produtos não serem explosivos. De qualquer forma, o material foi destruído sem perícia. Rafael Braga foi o único preso nas manifestações de junho de 2013. Ele cumpriu a pena em regime fechado e em Outubro de 2014 ganhou progressão do regime, sendo obrigado a trabalhar com tornozeleira.

Em 20 de Outubro de 2014, dia da Consciência Negra, Rafael foi condenado a 10 dias em solitária após a divulgação de uma fotografia em que aparece em frente a um grafite que critica a repressão do Estado (foto), sendo liberado com tornozeleira eletrônica em Setembro de 2015. Em Janeiro de 2016, Rafael foi novamente intimidado, dessa vez por policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), no caminho entre a casa de sua mãe e uma padaria, na Vila Cruzeiro. Segundo Lucas Sada, advogado do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) que atua em defesa de Rafael desde dezembro de 2013, testemunhas confirmam que a prisão foi forjada e que os policiais chegaram empurrando o rapaz e já afirmando que este era bandido. Mas nada disso impediu que este fosse preso mais uma vez.

Atualmente, foi condenado pelo juiz Ricardo Coronha Pinheiro a 11 anos e três meses de prisão, além do pagamento de R$ 1.687 pela suposta posse de 6g de maconha, 9,3g de cocaína e um rojão. O Magistrado, porém, sentenciou considerando apenas os depoimentos dos policiais, ignorando quaisquer testemunha a favor do rapaz – até mesmo a vizinha, que afirmou ver os policiais agredindo e arrastando Rafael, que não tinha nenhum objeto em mãos, o que mostra mais uma vez que a prisão pode ter sido forjada.

Em nota, o DDH afirmou que sua equipe de advogados está perplexa com o teor da sentença, pois de uma única vez a decisão “viola a presunção de inocência, criminaliza a pobreza e reforça a estigmatização de um jovem pobre, negro e favelado”.

Link da Matéria: https://cranioorg.blogspot.com.br/2017/04/voce-sabe-quem-e-rafael-braga.html

⚠ A atividade faz parte da campanha 30 Dias Por Rafael Braga que vai rodar toda São Paulo no mês de Junho afim de promover esse debate.

Acompanhe o calendário pela página ou através do nosso site para ficar por dentro dos próximos eventos:
http://30diasrafaelbraga.com.br/

Comentários

comentários

Bruna Salles

Mulher Preta de duas cabeças. Na de dar Assistência ao Social, me encantei pela Articulação Cultural e cá estamos: Co-Fundadora e Coordenadora de Comunicação da Agenda Preta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *